>Conhecendo o Café Tortonni

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No domingo resolvemos ir até café o Café Tortonni…maravilhoso!!!!A decoração interor é muito refinada e o lugar muito aconchegante.Visitamos alguns lugares e tiramos muitas fotos.” O Café Tortoni de Buenos Aires conheceu a sua fase de apogeu a partir de fins do século XIX, sob a direção de um basco francês, Celestino Curutchet, chegado a Buenos Aires em 1870 e cuja sogra era casada com o proprientário do Café Tortoni. Em 1894, quando da inauguração da Avenida de Mayo, o estabelecimento ganhou uma abertura para o grande boulevard. Tornou-se um dos poucos com serviço de mesas ao ar livre à moda parisiense.Segundo o poeta Allende Iragorri, Curutchet representava um determinado tipo francês de intelectual, muito espirituoso, de aparência marcante e algo extravagante com o seu barrete árabe de seda negra. O Café passou a ser freqüentado por periodistas, escritores pintores e músicos. Dentre eles, segundo os documentos expostos no próprio estabelecimento, deve-se salientar aqueles que formaram a Agrupación de Gente de Artes y Letras, liderada por Benito Quinquela Martin. Com a constituição de La Peña, em 1926, esses intelectuais solicitaram a Celestino Curutchet permissão para a utilização do subsolo do café. A inauguração do recinto foi emoldurada por poesias recitadas por Raúl Gonález Tuñon e Francisco Luís Bernardez. La Peña tornou-se centro significativo para a história cultural e da música portenha, em particular do tango, tendo ali se apresentado Carlos Gardel, entre outros.Entre os grandes nomes da vida intelectual de Buenos Aires que ficaram ligadas ao Café Tortoni cita-se Alfonsina Storni. Essa poetisa ocupou por muitos anos o sótão do estabelecimento, dele fazendo um centro de escritores e artistas.Velho Café TortoniApesar da chuva eu saía tomar um café.Estou sentado embaixo do toldo tirante e empapado deste velho Tortoni conhecidoe tantas vezes, oh pai, terás vindode teus graves negócios fatigado,fumar um havano perfumado(…)Melancólico, pobre, descoberto,teu filho te repete, pai morto.sonha a chuva,enuviam-se meus olhos,sai do subterrâneo alguma gente,pregam diarios uma voz dolente,rodam os grandes ônibus vermelhos(Baldomero Fernandez Moreno, 1925, trad. A.A.B.)G

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